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Salvador adere manifestação nacional, mas demandas locais variam da Fifa à violência

Os baianos saíram às ruas de forma pacífica e não enfrentaram resistência da polícia


Bom dia, seu gigante. O despertador soteropolitano tocou através da voz e dos cartazes dos cerca de cinco mil manifestantes que percorreram o trajeto que saiu da região do Iguatemi, seguiu a Avenida Tancredo Neves, passou pelo Hospital Sarah e retornou à Estação de Transbordo, onde, ao menos por algumas horas, o passe livre se concretizou na noite passada.

Os gritos variavam tanto quanto as bandeiras levantadas até o final das 4 horas de caminhada: transporte público gratuito, investimento em educação e saúde, fim da repressão e da violência, e, claro condenações aos gastos da Fifa.

Os manifestantes cantavam e convidavam as pessoas a participar do movimento. Confira


Policiamento
No início do protesto, o superintendente da Superintendência de Trânsito e Transportes (Transalvador) Fabrizzio Muller afirmou que o órgão só estava ali para minimizar transtornos. O discurso foi repetido pelo chefe do Esquadrão Águia, o major Ricardo Passos, que ressaltou a orientação do governador Jaques Wagner (PT) para que não houvesse confronto.

Os cerca de 200 policiais presentes restringiram a atuação em monitorar a passeata e auxiliar os desvios no tráfego. Ao final, major Ricardo confirmou a previsão sobre a aura de tranquilidade no evento, mas fez questão de pontuar, "metade dessas pessoas é de classe média, não pegam sequer ônibus".

Na quinta-feira (20), para quando está prevista uma nova movimentação, a operação deve se repetir e a calma só está ameaçada se a entrada de torcedores na Arena Fonte Nova for comprometida, segundo informou um policial.

Como prevenir é melhor do que remediar, os estudantes da área de saúde à postos para casos de violência podiam ser vistos com uma fita vermelha amarrada no braço. O kit de pronto socorros incluía gaze, esparadrapo, luva, e, claro, vinagre.

"Sentimos tudo na pele com o movimento na FTC", relata o estudante de medicina da faculdade particular, Marcelo Passos, de 23 anos, lembrando da manifestação que foi dispersada pela ação do Batalhão de Choque no dia 4 de junho. Segundo ele, a brigada está pronta para quinta, dia do próximo protesto. Afinal, gato escaldado...

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